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Para empresasPrevidenciário · PPP6 de outubro de 2026·5 min de leitura

Ex-funcionário pediu o PPP: o que a empresa precisa ter

Quando a empresa precisa entregar o PPP, como funciona o PPP eletrônico pelo eSocial desde 2023 e por que o pedido vira problema quando o histórico está espalhado.

Um ex-funcionário liga pedindo o PPP. Ele está juntando documentos para a aposentadoria especial, ou o INSS pediu para comprovar a exposição a um agente nocivo. Parece um pedido simples. Muitas vezes não é, porque o PPP precisa contar a história de todo o período trabalhado, e essa história costuma estar espalhada.

O que é o PPP e quando a empresa precisa entregar

O Perfil Profissiográfico Previdenciário reúne, por trabalhador, as funções que ele exerceu, os agentes nocivos a que esteve exposto, os equipamentos de proteção e os resultados dos exames ocupacionais. É o documento que o INSS usa para analisar a aposentadoria especial.

A Lei 8.213 (art. 58, §4º) obriga a empresa a manter o PPP atualizado e a entregar uma cópia ao trabalhador na rescisão. Desde 2023, para os períodos a partir daquele ano, o PPP é eletrônico e montado pelo governo com o que a empresa enviou ao eSocial, principalmente o evento S-2240 (condições ambientais) e o S-2220 (exames). Para os períodos anteriores, continua valendo o formulário em papel, que a empresa precisa ter.

Por que o pedido vira dor de cabeça

  • O histórico está em vários lugares. Laudos de uma consultoria antiga, ASOs numa clínica, fichas de EPI numa pasta, funções no sistema de folha.
  • O trabalhador mudou de função ou de setor. Cada período tem uma exposição diferente, e o PPP precisa mostrar todas.
  • O eSocial não bate com os laudos. Se o S-2240 foi enviado incompleto, ou não foi enviado, o PPP eletrônico sai com lacunas.
  • Quem sabia onde estava tudo saiu. E o pedido chega anos depois.

PPP errado ou incompleto não é só um problema do trabalhador. Se o INSS nega o benefício por falha no documento, é comum ele cobrar a empresa na Justiça.

Como deixar o PPP pronto antes do pedido

  1. Mantenha o histórico de cada trabalhador num lugar só: funções, setores, datas e exposições.
  2. Garanta que cada mudança de função ou de risco gere um S-2240 atualizado no eSocial.
  3. Guarde os resultados dos exames ocupacionais ligados ao trabalhador, não só à clínica.
  4. Registre os EPIs entregues e a validade dos CAs.
  5. Não descarte os PPPs em papel dos períodos anteriores a 2023.

Onde o SSTSegura entra

  • O PPP é preenchido com o que já está no sistema: o grupo de exposição do trabalhador, os riscos do PGR ligados a ele, os EPIs entregues, os resultados dos exames do ASO e os eventos S-2240 enviados.
  • Os eventos S-2240 e S-2220 são validados antes do envio, e cada envio fica com recibo e histórico.
  • Todo o histórico fica organizado por trabalhador, então o pedido que chega anos depois não depende da memória de ninguém.

Para entender como o PPP se relaciona com o PGR, o PCMSO e o LTCAT, veja PGR, PCMSO, LTCAT e PPP: o que é cada um. Para testar, o SSTSegura para empresas tem 14 dias sem cartão.

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